Após um início de semana com quedas de valor, as permissões de emissão da União Europeia (EUAs) se recuperaram a partir de quinta-feira (23) com o anúncio da aprovação do segundo pacote de ajuda à Grécia.
As EUAs para dezembro de 2012 estavam sendo negociadas em €9,43 na sexta (24), subindo 2% em relação à semana anterior na expectativa também da votação pela retirada dos créditos no mercado europeu, realizada nesta terça-feira (28).
Como esperado, a votação da emenda na Diretiva sobre Eficiência Energética foi positiva, angariando apoio de todas as sete principais coalizões políticas em um comitê parlamentar. Agora a emenda segue para votação do Parlamento e do Conselho Europeu, exigindo aprovação de todos os 27 ministros de Meio Ambiente.
A Barclays Capital ainda vê certa fraqueza nos preços do carbono na Europa, mesmo após a votação positiva de terça, com o volume significativo de vendas nos leilões nacionais de EUAs à frente.
Neste sentido, considerando apenas o volume de carbono que o Reino Unido pretende leiloar este ano, 17,7 milhões de EUAs entrarão no mercado, três vezes mais do que o país havia anunciado anteriormente, segundo a Point Carbon.
As perspectivas do banco UBS não são animadoras, tendo dito na semana passada que a retirada das permissões deve levar anos até ser implementada, pois exigirá uma revisão integral do mercado de carbono do bloco europeu. O banco suíço espera que durante o segundo trimestre deste ano os preços devam despencar para €3.
Mundo afora
A administração da Califórnia divulgou na terça -feira (21) algumas regras que determinam o funcionamento das transações no seu esquema de comércio de emissões, que a partir de 2013 incluirá todas as principais fontes industriais e geradoras de energia. A partir de 2015, entram em cena os distribuidores de combustíveis para transporte, gás natural e outros.
As permissões de carbono do Estado (CCAs, em ingles) para entrega em 2013 estão sendo negociadas na faixa de US$14,50/t, o mesmo patamar da semana passada.
Na Austrália, a escolha do Partido Trabalhista pela manutenção de Julia Gillard na liderança do país indica que o esquema de ‘cap and trade’ deve efetivamente ser implantado como o planejado, em 2015.
A África do Sul, na quarta-feira passada, entrou para o rol de países planejando seus esquemas para reduzir emissões, tendo anunciado a introdução de uma taxa sobre a liberação de gases do efeito estufa já para 2013. Porém, quase dois terços das emissões serão isentas da taxa até 2020.
Uma das regiões que mais emite gases do efeito estufa no planeta, Dubai, também está considerando lançar um mercado de carbono. Sob a iniciativa ainda deve ser elaborado um inventário de emissões.
O plano faz parte da Estratégia Integrada de Energia para 2030 de Dubai, que também pretende construir uma usina solar de 1GW.
“Nosso compromisso em direção a uma economia verde começa hoje, com a criação de uma plataforma para monitorar e estabelecer um nível de referência para nosso desempenho em carbono. Qualquer política ou atividade não pode ser adequadamente avaliada a menos que seja mensurável e quantificável”, comemorou o vice-presidente do Conselho Supremo de Energia de Dubai Saeed Al Tayer.
Voluntário
O Ecosystem Marketplace abriu uma chamada para organizações que desejam contribuir com os relatórios Estado dos Mercados Florestais de Carbono e Estado dos Mercados Voluntários de Carbono deste ano.
Os desenvolvedores de projetos florestais que fornecerem informações até 10 de março podem escolher se querem que seus projetos sejam descritos no relatório. Para criar um login e participar clique aqui.