Após uma semana um tanto confusa, primeiramente com o
veto da Polônia ao Roteiro 2050 da União Europeia e posteriormente com o
apoio do parlamento à aprovação deste, além da retenção de permissões do EU ETS, os olhos do mercado de carbono internacional estão agora voltados para o dia 26 de março. Este é o dia em que Comissão, Conselho e Parlamento europeus terão uma reunião conjunta para decidir sobre a retenção ou retirada de permissões do esquema do bloco.
Para o banco Barclays Capital é provável que, se a resposta do encontro for positiva, a Comissão avance com propostas de mudança na diretiva que regula os leilões de permissões de emissão (EUAs, em inglês), indicando o volume e calendário para a retenção.
Com a mesma expectativa que um acordo seja alcançado, o Societé Générale aumentou a previsão de preço para as EUAs (dezembro 2012) em 10%, alcançando € 11 a tonelada se 800 mil EUAs forem removidas do mercado.
“Grande parte das ‘boas novas’ provavelmente já estão valoradas, acreditamos que a ascendência será limitada em curto prazo”,
comentou Emmanuel Fageso, analista do SocGen.
Nesta terça-feira (20) pela manhã, as EUAs estavam sendo negociadas em € 7,46/t, caindo 4,2% em relação ao dia anterior. Na sexta-feira (16), as EUAs apresentaram queda de 4% em comparação com a semana anterior, fechando pela primeira vez em um mês abaixo de € 8, com €7,7/t.
As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) para dezembro também fecharam a sexta-feira (16) em baixa de 5,2% na semana, com € 3,80/t. Os contratos para março de 2013 estão sendo negociados com desconto de € 0,13/t em relação a dezembro 2012. Já os contratos para dezembro de 2013 apresentam um adicional de € 0,78/t em relação ao mesmo período. Ambos spreads refletem as restrições de qualidade sobre as RCEs a partir de 2013.
Estados UnidosEm 16 de março, a Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI) realizou seu 15° leilão para venda de permissões de emissões, com 87% delas adquiridas por geradores de energia e seus afiliados.
As permissões foram leiloadas por US$ 1,93, permitindo a arrecadação de US$ 41,6 milhões para os nove participantes do esquema, segundo o
relatório da consultoria Potomac Economics.
Também na sexta-feira, o órgão ambiental do estado de
Novo México decidiu rejeitar a regulamentação que obrigaria usinas a carvão, refinarias e outros grandes poluidores a cortarem em 3% ao ano suas emissões de gases do efeito estufa a partir de 2013.
Desde que a administração republicana assumiu a frente do governo do estado, esta é a segunda regulamentação sobre as emissões a ser banida, sendo que a anterior tratava da participação do Novo México sob a Western Climate Initiative (atualmente contando apenas com a Califórnia e quatro províncias canadenses). Apesar da decisão, grupos que defendem as regras levarão o caso ao tribunal.