Mercado de Carbono / Cap and Trade /Bolsa do Clima de Chicago (CCX)
Apesar de estar fora do Protocolo de Quioto, os Estados Unidos foi o primeiro país do mundo a criar uma bolsa de venda de créditos de carbono.
Em dezembro de 2003, 14 empresas, que juntas são responsáveis por metade da emissão anual do Reino Unido, fundaram a Bolsa do Clima de Chicago (CCX) na tentativa de criar um mercado de carbono próprio e alternativo ao Protocolo de Quioto. “É uma forma de mostrar para as empresas americanas que elas devem olhar para isso”, afirma a advogada Letícia Raquel de Lara Cardoso. Entre as empresas fundadoras estão a Ford Motor, a AEP Manitoba Hydro, a Motorola e a DuPont. Na primeira fase, até 2006, a CCX apenas organizou a comercialização de redução de emissões de gases do efeito estufa nos Estados Unidos, México, Canadá, e de um primeiro projeto de compensação brasileiro – da Indústria de Papel e Celulose Klabin. A empresa mantém um projeto de reflorestamento em uma área de 10 mil hectares. A CCX é uma plataforma auto reguladora, designada e governada por seus membros, que estabelece as regras deste mercado, define linhas de base, estabelece o foco de emissões (além de monitorar as emissões), define quais créditos são elegíveis e desenvolve leilões. Os membros assumem voluntariamente o compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que passam a ser controladas através de um acordo legal. Aqueles que reduzem as emissões abaixo da metas e possuem permissões em excesso podem vendê-las ou poupá-las, aqueles que não alcançam as metas cumprem o compromisso através da compra de contratos CFI (Carbon Financial Instrument). Os tipos de projetos negociados na CCX variam desde florestais até energias renováveis. Vantagens Econômicas para as empresas Ao associar-se a CCX, as empresas também têm sido beneficiadas com o aumento do valor do título em outras bolsas. “Uma ação como a da Ford, por exemplo, que vale tanto na Bolsa de NY, pode ter critérios de sustentabilidade que a façam subir de preço. É uma hipótese, mas acredita-se que pode acontecer”, afirma a advogada. Nos EUA, são dedicados U$ 2,3 trilhões a investimentos socialmente responsáveis e os índices de ação para investimento sustentável se proliferam rapidamente. “Fundos americanos são extremamente poderosos. Em virtude da pressão destes, as empresas se obrigam a terem transparência com a questão ambiental”, explica Letícia. Além disso, há o aumento da obrigação de transparência de política interna corporativa sobre a mudança climática e as questões de responsabilidade (ameaça de ações judiciais, resoluções de acionistas, responsabilidade da diretoria). “Realmente são incentivos diferentes de Quioto, com fatores de mercado”, destaca. Saiba mais no site http://www.chicagoclimatex.com/ EUA e o aquecimento global - Os Estados Unidos com cerca de 4% da população mundial é responsável por cerca de 25% da emissão global de carbono; - Em 2002, o Governo Bush negou-se a ratificar o Protocolo de Quioto, protegendo o lobby das empresas petrolíferas que bancaram sua candidatura; - Estados se uniram em algumas partes do país para criar iniciativas voluntárias de comércio de emissões. Atualmente os dois principais esquemas são o RGGI e o WCI. - O projeto de lei climático Waxman-Markey está em tramitação no Congresso norte-americano com fortes expectativas de ser aprovado até dezembro de 2009, podendo criar um mercado de carbono da ordem de US$ 3 bilhões até 2020 (Leia mais). Copyright © CarbonoBrasil - Os direitos são reservados, porém é livre a reprodução para instituições
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