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Solar

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A luz solar, além de aquecer o planeta e ser essencial para a sobrevivência das plantas, é uma grande fonte de energia renovável, que se bem utilizada é capaz de substituir os velhos derivados fósseis. O sol proporciona ao Brasil a mesma quantidade de energia que todas as reservas remanescentes de combustíveis não renováveis a cada dois dias.

A média anual da energia solar incidente no Brasil é de 1500 a 2300 kW/h por metro quadrado ao ano. “A radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha é 40% menor do que na região menos ensolarada do Brasil”, compara o professor Ricardo Rüther, coordenador do Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em países como Japão, Alemanha, Holanda, EUA, Espanha, Inglaterra e Itália, o uso de sistemas fotovoltaicos – geração de energia elétrica a partir da solar – tem sido uma saída para diminuir a dependência de fontes tradicionais que já mostram sinais de esgotamento, como é o caso do petróleo.

Na Alemanha, em 2008 a indústria de energia solar já empregava 170 mil pessoas, mas com o crescimento previsto, estima-se a necessidade de 510 mil pessoas em poucos anos. Na União Européia quase todos os países estabeleceram uma lei para fomentar as energias renováveis.

O Japão é o que mais investe nesta tecnologia, apesar do pouco sol que incide por lá. “É impressionante aterrissar em uma cidade como Osaka, por exemplo, onde você vê uma grande quantidade de telhados azuis (cobertos por painéis fotovoltaicos)”, afirma Rüther.

Apesar de muitas pessoas pensarem que as tecnologias fotovoltáicas ainda são utilizadas apenas em pequena escala, este tipo de energia prospera na Europa como nenhuma outra fonte renovável. No início de 2011, mais de 10 milhões de residências européias já recebiam energia fotovoltáica (Fonte: EPIA).

Indicadores demonstram que as tecnologias solares são a fonte de geração de energia que cresce mais rapidamente no mundo (Earth Policy Institute Eco Economy Indicators).

A maior fazenda solar do mundo começará a ser construída em 2011 na Califórnia com capacidade de geração de 550 Megawatts.

Falando de custos, a energia solar já alcançou paridade com a nuclear. Segundo estimativas, isto foi conseguido com apenas 2% de toda a renda de P&D destinada ao setor nuclear global (Fonte: Research and development investments in PV – a limiting factor for a fast PV diffusion? Breyer et al, 2010).

Segundo Gaynor Hartnell, CEO da Renewable Energy Association, o custo caiu mais rápido do que qualquer outra tecnologia ao longo da última década, sendo que cada vez que vez que a capacidade dobra, o custo da tecnologia cai 20%.


Por Paula Scheidt e Fernanda B. Muller, atualizado em fevereiro de 2011

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