O governo da Indonésia disse na segunda-feira que protegeria uma faixa de turfeiras na província de Aceh, em meio à tempestade internacional a respeito do desenvolvimento do óleo de palma, em um caso que se tornou um teste para o compromisso do país de reduzir o desmatamento.
A Indonésia impôs uma moratória de dois anos no desmatamento de florestas em maio do ano passado por causa de um acordo climático de US$ 1 bilhão com a Noruega, que visava a redução das emissões do desmatamento, mas o ex-governador da província ocidental de Aceh violou a proibição, emitindo uma permissão para uma firma de óleo de palma se desenvolver nas turfeiras.
Isso levou a uma ação judicial de grupos ambientalistas e de órgãos reguladores da polícia e de muitas esferas do governo.
A investigação preliminar resultante mostrou que a permissão foi emitida para a firma de óleo de palma Kallista Alam sem seguir procedimentos apropriados, afirmou um representante do governo.
A floresta, lar de orangotangos ameaçados, foi desmatada parcialmente por queimadas, mesmo antes de ser emitida a permissão, declarou Mas Achmad Santosa, funcionário da presidência.
“O caso da Kallista Alam em Aceh é o típico problema que estamos enfrentando... algumas partes [das turfeiras] foram transformadas em plantações de óleo de palma, algumas foram queimadas e descobriu-se que a permissão não existe”, disse Kuntoro Mangkusubroto, que está encarregado de supervisionar a reforma do setor florestal.
Ele afirmou que as turfeiras seriam listadas novamente como área protegida.
O ex-governador de Aceh, Irwandi Yusuf, emitiu a permissão de desmatar 1.605 hectares de terra para o óleo de palma na área de turfeiras de Tripa, em agosto do ano passado.
A Indonésia é a maior exportadora mundial de óleo de palma e nos últimos anos teve um rápido crescimento na produção de óleo comestível, usado para fazer óleo de cozinha e biscoitos.
Traduzido por Jéssica Lipinksi
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