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Petróleo

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Desde que o coronel Edwin L. Drake fez jorrar os primeiros litros de petróleo no solo da Pensilvânia, nos EUA, em 1859, a humanidade não quis mais saber de outra coisa para mover a economia global. Quase 150 anos depois, no entanto, encontrar o ouro negro tem se tornado cada vez mais difícil e caro.

Além disso, os impactos climáticos das emissões vindas da sua queima são hoje, segundo cientistas, muito mais graves do que poderiam prever os defensores do combustível em meados do século 19.

No Panorama Mundial do Petróleo 2008, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEC) estima que o total de investimentos necessários para a extração de petróleo de 2007 até 2030 seja de US$2,8 trilhões, um valor 17% superior ao proposto pela organização no relatório de 2007.

De acordo com a OPEC, em 2012, o fornecimento mundial de petróleo será de 92,6 milhões de barris de petróleo por dia. Para 2030, a previsão é de 113,6 milhões de barris por dia. A Petrobras produz hoje, em média, 1,8 milhões de barris diários no Brasil.

Os alertas científicos sobre os riscos das mudanças climáticas ainda não são suficientes para acabar com a cobiça por petróleo. “Nossa sociedade é movida por combustíveis fósseis e mudar o padrão energético tem um tempo e um custo”, comenta o diretor-presidente do Instituto para o Desenvolvimento das Energias Renováveis na América Latina (Ideal) Mauro Passos.

As descobertas do pré-sal no Brasil, por exemplo, podem ser um sinal de esperança para muitos países e empresas de que possa haver pelo mundo mais petróleo do que se previa. A Petrobras afirma que podem existir outras reservas de petróleo e gás no mar em camadas mais profundas, com prospecções em regiões como o Golfo do México, o Oeste da África, Mar do Norte e Golfo Pérsico.

Mas será que outros países vão seguir os passos do Brasil e escavar mais agora que a estatal obteve sucesso? Se quiserem, já está disponível no mercado a tecnologia para produzir em águas profundas e em reservatórios abaixo da camada de sal, segundo a Petrobras.

“Tecnicamente é possível perfurar e buscar petróleo em outras áreas profundas do planeta. Se essa busca em outras áreas, hoje, é economicamente viável, depende de muitos fatores”, afirma a Petrobras por meio da assessoria de imprensa.

Entre esses fatores estão a profundidade dos reservatórios que se deseja atingir, a disponibilidade de equipamentos pelos fornecedores, os preços do petróleo no mercado, o preço de  matérias-primas, como o aço, e o aluguel de sondas.

Até os anos 70, por exemplo, quando os preços do barril de petróleo estavam abaixo dos US$ 9, era inviável economicamente produzir em águas profundas, segundo a estatal brasileira. “A Petrobras só foi prospectar e produzir petróleo na Plataforma Continental, na Bacia de Campos, quando o barril de óleo elevou-se a um valor de mercado que cobrisse os custos de extração. Essa, enfim, é uma equação que depende de muitas variáveis”, declara a empresa.

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Por Paula Scheidt, CarbonoBrasil
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