Mudanças Climáticas /

Gases do Efeito Estufa

Os gases do efeito estufa envolvem a Terra e fazem parte da atmosfera. Estes gases absorvem parte da radiação infra-vermelha refletida pela superfície terrestre, impedindo que a radiação escape para o espaço e aquecendo a superfície da Terra.

Atualmente são seis os gases considerados como causadores do efeito estufa: Dióxido de carbono (CO2), Metano (CH4), Oxido nitroso (N2O), Clorofluorcarbonetos (CFCs), Hidrofluorcarbonetos (HFCs), e Hexafluoreto de enxofre (SF6). Segundo o Painel Intergovernamental de mudanças do Clima, o CO2 é o principal "culpado" pelo aquecimento global, sendo o gás mais emitido (aproximadamente 77%) pelas atividades humanas.

No Brasil, cerca de 75% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento, sendo o prinipal alvo a ser mitigado pelas políticas públicas. No mundo, as emissões de CO2 provenientes do desmatamento equivalem a 17% do total.

O Hexa Fluoreto de Enxofre (SF6)  é o gás com maior poder de aquecimento global, sendo 23.900 vezes mais ativo no efeito estufa do que o CO2. Este gás é usado na indústria elétrica para aplicações de alta tensão, como em interruptores e disjuntores. Em conjunto, os gases fluoretados são responsáveis por 1,1% das emissões totais de gases do efeito estufa.

O Brasil emitiu em 2008, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2011 , um total de 2,1 toneladas per capita, enquanto a China emitiu um total de 5,2 toneladas per capita. Nos países que ocupam o topo da ranking do IDH, este número é muito maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, a emissão per capita de CO2 estava em 17,3 em 2008

Confira abaixo os principais gases do efeito estufa e algumas das suas características.





Informações retiradas da Cartilha Herança Global - as mudanças que o aquecimento reserva, de autoria de Júlia Antunes Lourenço.

Intensidade em carbono

O relatório intitulado Índice de Economia de Baixo Carbono (Low Carbon Economy Index, 2013) mostra que a intensidade de carbono – que mede as emissões geradas por cada unidade de PIB – da economia mundial está diminuindo, mas a uma taxa de apenas 0,7% ao ano. Essa taxa seria insuficiente para limitar o aquecimento global a 2ºC, o limiar colocado pelos cientistas para evitar os piores impactos do fenômeno.

Para que o aquecimento se mantivesse entre 1,6ºC e 2ºC, o documento sugere que a redução na intensidade de carbono teria que ser de 6% ao ano em média até 2100, mantendo também o crescimento econômico. Até agora a eficiência energética foi a grande responsável pela diminuição na intensidade de carbono da economia mundial. Cerca de 92% da redução da intensidade de carbono atingida em 2012 foi devido a melhoras na eficiência energética, enquanto apenas 8% foram de uma mudança para um mix energético mais limpo.

Veja o site Trillionthtonne, lançado em 2009 pela Universidade de Oxford para rastrear a velocidade que nos aproximamos de um trilhão de toneladas de dióxido de carbono sendo lançados na atmosfera globalmente. A estimativa inicial era alcançar este volume em março de 2045, agora já está em junho de 2044.







Tabela de emissões



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