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Debate sobre Bolsa Verde do Rio reúne empresariado e poder público

18/04/2012     -   Fonte: In Press Porter Novelli

Encontro foi na sede do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)


Representantes de empresas, da Prefeitura e do Governo do Estado se reuniram na sede do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) para debater a BVRio, uma espécie de bolsa de valores verde do Rio. O encontro buscou atender ao grande interesse das empresas em conhecer melhor o acordo de cooperação firmado para a criação da Bolsa Verde, que vai negociar ativos ambientais entre as empresas em atividade no país. A Vice-Presidente do CEBDS, Mariana Meirelles; a secretária municipal de Fazenda do Rio, Eduarda de La Roque; o Presidente da BV-Rio, Pedro Moura Costa, e o representante da Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Walter Figueiredo de Simoni, apresentaram o que está sendo feito para garantir a ativação da bolsa.

O objetivo da Bolsa Verde do Rio é criar um mercado de ativo ambientais, que busca o incentivo à sustentabilidade no Estado. Nesse momento inicial, a bolsa funcionaria da seguinte maneira: as empresas que conseguissem reduzir o seu nível de emissão de gases de efeito estufa (GEE) teriam direito a créditos de carbono que seriam vendidos na bolsa àquelas que emitem mais do que deveriam. Para tanto, a primeira medida para estabelecer esse mercado é definir as metas de emissão por meio de leis municipais, estaduais e/ou federais, que serviriam de base para os limites de emissão. O Rio de Janeiro ainda não tem metas obrigatórias e a ideia é que em junho, quando a BVRio começar as atividades, as negociações se baseiem em metas voluntárias. Uma das exigências para as empresas que quiserem negociar na Bolsa é que elas tenham um inventário de emissões. A BVRio indica como ferramenta para o cálculo dessas emissões o GHG Protocolo, trazido ao Brasil em 2008 pelo CEBDS e, hoje, internacionalmente reconhecido como o padrão mundial de inventários de carbono.

A BVRio será o primeiro mercado de carbono do país, mas o leque de commodities a serem negociadas é mais amplo e prevê efluentes industriais, compensações ambientais, reposição florestal e até lixo. Além de prover uma plataforma de negociação, a BVRio também será responsável, em cooperação com as autoridades públicas, pela modelagem e quantificação dos ativos ambientais que possam ser negociados na Bolsa Verde.

“Às vésperas da Rio + 20 esse tipo de diálogo é fundamental. Muitas vezes nós do CEBDS somos questionados por nossos associados sobre como eles podem medir seus impactos e como compensá-los. O Rio sai à frente na solução para essa pergunta com a criação da BVRio. Temos que dar respostas e fazer entender que a sustentabilidade não é teoria, mas a prática de um bom negócio”, destaca a Vice-Presidente do CEBDS, Mariana Meirelles.

Criada sob a forma de associação civil sem fins lucrativos, a BVRio tem como missão desenvolver esse novo mercado de ativos ambientais para promover a economia verde no Estado do Rio. Será implantada no Rio como uma plataforma de negociação destinada a se tornar referência no país para a comercialização de ativos ambientais.
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