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Atlas identifica potencial da América do Norte para captura e armazenamento de carbono

07/05/2012   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

De acordo com nova publicação, subcontinente pode armazenar entre 500 e cinco mil anos de emissões de carbono, o que poderia ajudar a controlar liberação dos gases do efeito estufa, que intensificam as mudanças climáticas


Na última semana, representantes do Canadá, Estados Unidos e México publicaram o Atlas Norte-Americano de Armazenamento de Carbono (NACSA), um esforço conjunto dos três países para desenvolver estimativas sobre a captura e armazenamento de carbono (CCS) no solo do subcontinente norte-americano.

De acordo com a nova publicação, a América do Norte tem potencial para armazenar entre 500 e cinco mil anos de emissões de carbono sob o solo; 136 bilhões de toneladas métricas em poços de petróleo e gás, 65 bilhões em minas de carvão e 1,7 trilhão de toneladas métricas em reservatórios salinos.

Em comparação com estimativas anteriores sobre o potencial de CCS, os números atuais representam um aumento considerável, o que o Departamento de Energia dos EUA atribui ao melhor equipamento e mensuração das possíveis reservas de CO2.

De acordo com membros dos governos norte-americanos, as descobertas do atlas pode dar um novo estímulo ao desenvolvimento do CCS no subcontinente, ajudando a controlar a liberação dos gases do efeito estufa (GEEs) gerada pela queima dos combustíveis fósseis, que intensificam as mudanças climáticas.

“Essa ferramenta valiosa promoverá um entendimento abrangente do potencial para a captura e armazenamento de carbono na América do Norte. A captura e armazenamento de carbono é uma tecnologia líder com potencial para reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa de grandes instalações industriais em médio e longo prazo”, comentou Joe Oliver, ministro de recursos naturais do Canadá.

“Identificando as formações geológicas da América do Norte com grande potencial de armazenamento de CO2, esse novo atlas oferece o tipo de informação fundamental que, combinada com inovações tecnológicas, pode ajudar as instalações alimentadas por [combustíveis] fósseis a continuarem seu papel energético essencial enquanto reduzem a poluição de carbono”, concordou Steven Chu, secretário de energia dos EUA.

“Essa iniciativa também pode ajudar a identificar oportunidades de recuperação de projetos de petróleo aprimorados, que podem aumentar a produção de petróleo nacional, aumentar a segurança energética americana e apoiar o crescimento econômico”, concluiu Chu.



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