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Líderes em energia de 23 países encerraram nesta quinta-feira (26) o Encontro Ministerial de Energia Limpa (CEM) com uma série de compromissos para ajudar a desenvolver tecnologias renováveis e apoiar parcerias entre governos e empresas verdes.
O principal compromisso aprovado é uma série de iniciativas criadas para melhorar a eficiência energética de diversos produtos e equipamentos. Entre elas está o estabelecimento da parceira público-privada Promoção Colaborativa de Produtos Eficientes, que visa organizar os padrões eficiência em todo o mundo.
Cada país continuará tendo seus próprios padrões, mas o projeto pretende compartilhar boas práticas para desenvolver e fortalecer os padrões nacionais e para estabelecer metodologias para testar a eficiência dos produtos verdes.
“Os governos participantes já implantaram mais de 60 padrões de equipamentos que economizaram 600 TWh, ou o equivalente a 200 estações de energia de médio porte”, explicou Steven Chu, secretário de energia dos EUA e co-presidente do fórum.
“O ponto em que queremos chegar é o quão eficiente esses padrões são para ajudar as pessoas e economizar dinheiro. A experiência mostra que [os produtos verdes] não custam mais, mas os custos de operação despencam”, completou Chu.
Entre os outros acordos firmados estão o fornecimento de US$ 4,5 milhões para a expansão da parceira ítalo-americana de Iluminação e Acesso à Energia Global (Global LEAP) para a Índia, o lançamento do Atlas de Recursos de Energias Renováveis e do mapa global Rooftop PV Opportunity, a expansão da Rede Cidades Sustentáveis, o lançamento da Parceira de Energia do Século 21 (para promover o desenvolvimento de tecnologias de smart grids), o melhoramento do Centro de Soluções de Energia Limpa online (que fornece acesso a mais de 1,3 mil políticas de energias limpas, treinamentos online e webnários) etc.
Enumerando essas iniciativas, Ed Davey, ministro da energia e de mudanças climáticas do Reino Unido, ressaltou que reuniões como o CEM fazem bons progressos para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.
“Esses encontros produzem resultados reais e práticos. Não estamos criando comunicados e assinando tratados, mas estamos fazendo o trabalho duro de fazer [o desenvolvimento da energia limpa] acontecer”, comentou Davey.
O secretário de energia dos EUA concordou com o ministro britânico, acrescentando que o desenvolvimento de tais iniciativas depende também do envolvimento de empresas privadas. “Sem o setor privado não vamos fazer isso acontecer”, concluiu.
O próximo Encontro Ministerial de Energia Limpa, que ocorre anualmente, está marcado para o próximo abril, na Índia.