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O Japão deverá desativar o último de seus 54 reatores nucleares neste sábado (5). Na época do acidente atômico de Fukushima, grande parte dos reatores japoneses não estava em funcionamento devido a manutenções de rotina, e após o desastre, nenhum deles foi reativado.
Mas apesar de ficar com todos os reatores temporariamente desligados, o país não deve se tornar livre de energia nuclear, pelo menos por enquanto. Isso porque previamente, um terço da energia do Japão provinha de fontes nucleares, e, segundo Yoshihiko Noda, primeiro-ministro japonês, se o país continuar a não utilizar essas fontes, pode enfrentar faltas de energia, que teriam um custo impactante na indústria.
Mas não foi apenas o primeiro-ministro do Japão que falou sobre as dificuldades que o país poderá enfrentar se não voltar a utilizar a energia atômica. Na segunda-feira (30), um relatório lançado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, afirmou que se o país não religar seus reatores, terá que depender de fontes fósseis para gerar sua energia.
“Desmantelar as usinas de energia nuclear é caro e qualquer mudança rápida colocaria em risco a segurança energética do Japão e aumentaria sua dependência nas importações de combustíveis fósseis”, informou o relatório.
Nesta semana, o Partido Democrático japonês apresentou um plano para religar um de seus reatores em Ehime, mas ainda há dúvidas se todas as usinas devem ser reativadas antes que novas formas de fiscalização dos reatores sejam desenvolvidas.