Mudanças climáticas estão acelerando ciclos das plantas
Pesquisa analisou 1.634 espécies em quatro continente e concluiu que a floração de algumas plantas está 8,5 vezes mais rápida e o crescimento de folhas quatro vezes mais veloz do que estudos anteriores previram como consequências do aumento da temperatura média do planeta.
Geleiras do Himalaia podem estar aumentando, e não derretendo
Análises feitas na cordilheira de Karakoram, que não faz parte do Himalaia mas muitas vezes é considerada como tal, revelou que essa cadeia está ganhando gelo.
Publicação: Nature Geoscience, abril de 2012 Idioma: inglês
Análise comparativa de novo estudo da Universidade da Califórnia revela que nos últimos 135 anos temperatura do mar aumentou 0,33°C em média e 0,59°C na superfície, oferecendo novas informações sobre a elevação do nível do mar
Publicação: Nature Climate Change, abril de 2012 Idioma: inglês
Estudo indica que CO2 levou a fim da última Era do Gelo
Cientistas dos EUA, Reino Unido e Itália sugerem que, ao contrário do que apontavam pesquisas anteriores, foi o aumento nas emissões de dióxido de carbono que conduziu ao final do último período glacial, há cerca de 11 mil anos.
Pesquisadores postaram online informações sobre os estoques de carbono nas florestas tropicais globais através de uma plataforma ArcGis, desenvolvida pela empresa Esri.
Os dados, baseados em mensurações de campo e dos sensores LiDAR e MoDIS da NASA, revelam a biomassa das florestas tropicais com uma resolução de 500 metros, a mais alta já publicada em escala global.
Pesquisa revela que degelo causa desaparecimento de espécies
Esta análise realizada em 103 locais alimentados pelas geleiras dos Andes equatorianos, Alpes europeus e montanhas costeiras do Alaska, indica que espécies que vivem nos rios e demais fluxos hídricos que correm do degelo podem começar a desaparecer quando metade da cobertura de gelo sumir.
Publicação: Nature Climate Change, março de 2012 Idioma: inglês
Pesquisadores desvendam correntes antárticas e destacam sua importância para o clima
Cientistas norte-americanos enfatizam a existência de uma ressurgência em torno do continente antártico, que pode ter efeitos significativos e impactos adversos em caso de mudanças climáticas.
Publicação: fevereiro de 2012, Revista Nature Geoscience Idioma: inglês
No último ano, o Ártico, que está esquentando mais rapidamente do que qualquer lugar na Terra devido às mudanças climáticas globais, experimentou seus doze meses mais quentes. De acordo com dados recentes da NASA, as temperaturas árticas médias em 2011 ficaram 2,28 graus Celsius acima das registradas de 1951 a 1980.
Publicação: Nature Climate Change, fevereiro de 2012 Idioma: inglês
Riqueza de espécies de plantas e a multifuncionalidade dos ecossistemas em áreas secas
“Plant Species Richness and Ecosystem Multifunctionality in Global Drylands” é resultado do trabalho de mais de 50 cientistas de 14 países que analisaram ecossistemas de todos os continentes e concluíram que a diversidade das espécies de plantas é fundamental para evitar a desertificação e as piores consequências das mudanças climáticas. Pela primeira vez um estudo comprova que quanto mais diverso é um ecossistema mais ele é resistente aos efeitos negativos do aquecimento global e à desertificação.
Publicação: Revista Science, janeiro de 2012 Idioma: inglês
Efeitos das mudanças do clima podem estar sendo subestimados, desencadeando extinções massivas
Utilizando modelagens climáticas novas, os cientistas alegam que as atuais modelagens não levam em conta aspectos essenciais para a compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre os animais, como interações entre espécies e variações interespecíficas na dispersão.
Publicação: Proceedings of the Royal Society: Biological Sciences, janeiro de 2012 Idioma: inglês
Dois estudos indicam que grandes concentrações de CO2, que aumentam a acidificação nos mares, prejudicam a taxa de crescimento e elevam a mortalidade dos alevinos, podendo por em risco algumas espécies de peixes.
Publicação: Revista Nature, dezembro de 2011 Idioma: inglês
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Projeções de quando a mudança de temperatura será superior a 2 ° C acima dos níveis pré-industriais
O estudo revela que o controle da emissão de dióxido de carbono não só ajudaria a diminuir os impactos das mudanças climáticas, mas também adiaria as consequências do fenômeno.
Segundo o estudo, que também comparou diferentes cenários de emissões, em panoramas com mais liberação de carbono, o limite de temperatura de dois graus Celsius deve ultrapassado até 2060. Já em um cenário com menor nível de emissões, esse limite poderá ser atingido ou ultrapassado muitas décadas depois.
A pesquisa ressalta que em algumas regiões como a Eurásia, o Norte da África e o Canadá, o limite de dois graus poderá ser atingido até 2040 se as emissões continuarem a aumentar, afetando a vida das milhões de pessoas que vivem nessas áreas.
Publicação: Nature, outubro de 2011 Idioma: inglês Veja a pesquisa
Conflitos civis podem estar ligados a ciclos climáticos
De acordo com pesquisadores da Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, nos EUA, o calor e a seca causados pelo El Niño podem sim influenciar no surgimento de guerras e conflitos civis.
Vias de emissões consistentes com um limite global de temperatura de 28 graus C
O estudo afirma que ainda há tempo para manter o aumento da temperatura mundial abaixo do limite de 2°C adotado pela comunidade internacional, mas que para isso é necessário reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) rapidamente.
Nesta pesquisa, foram analisados dois cenários de emissões de dióxido de carbono, e os cientistas descobriram que para aumentar as chances de manter o aumento de temperatura dentro do desejável, seria necessário que o pico de emissões se desse na próxima década e que até 2020 o nível médio de emissões diminuísse para 44 gigatoneladas anuais de CO2 equivalente.
Anthropogenic and natural warming inferred from changes in Earth´s energy balance
Pesquisadores afirmam ter conseguido separar os diferentes fatores que resultam nas mudanças climáticas e acreditam que 74% das transformações no clima são consequência da ação direta da humanidade.
Publicação: Revista Science, novembro de 2011 Idioma: inglês
Conforme a definição de taxonomistas, as espécies apresentam subgrupos, chamados de linhagens, que apesar de possuírem as mesmas características fundamentais são dotadas de particularidades genéticas desenvolvidas para viverem melhor em um determinado habitat.
Pesquisadores agora alertam que muitas dessas linhagens correm o risco de desaparecer por causa das mudanças climáticas. Segundo o estudo “Cryptic biodiversity loss linked to global climate change”, publicado na edição especial da revista Nature sobre mudanças climáticas, 79% das linhagens avaliadas – que os cientistas batizaram de evolutionary significant units (ESUs) – estarão extintas até 2080 se a humanidade continuar no padrão atual de emissões.
Publicação: agosto de 2011 Idioma: inglês Leia a reportagem (em português) sobre o artigo
Animais migram mais rápido do que o esperado
Intitulado “Rapid Range Shifts of Species Associated with High Levels of Climate Warming” (algo como “Migrações rápidas das espécies associadas com grandes níveis de aquecimento do clima”) este estudo afirma que as espécies estão respondendo às mudanças climáticas de uma forma muito mais veloz do que a prevista, se movendo para locais mais altos e frios a uma taxa de 20 centímetros por hora.
Publicação: Revista Science, agosto de 2011 Idioma: inglês
Estudo alerta para os riscos dos incêndios na tundra
As queimadas nas florestas tropicais são um grande problema ambiental e climático, por isso aparecem com frequência nos noticiários. Porém, talvez ainda mais importantes para acelerar o aquecimento global, os incêndios nas regiões de tundra costumam passar despercebidos.
Um estudo publicado pela Universidade da Flórida pode ajudar a mudar esse cenário, ao revelar a imensa quantidade de gases do efeito estufa que foi liberada para a atmosfera apenas por um incêndio em 2007 no Alasca.
Estudos relacionam enchentes com o aquecimento global
Artigos na revista Nature afirmam que as chuvas ficaram mais intensas no fim do século XX devido às mudanças climáticas e que nunca antes a ciência esteve tão perto de comprovar os efeitos do "fator homem" no clima.
Publicação: Nature, fevereiro de 2011 Idioma: inglês
Corais caribenhos em crise: Estresse termal recorde, branqueamento e mortalidade em 2005
O ano de 2005 foi devastador para os corais, com águas mais quentes do que o normal no Oceano Altântico tropical e no Mar do Caribe causando um dos piores eventos de branqueamento já registrados. Pesquisadores que monitoraram o evento agora catalogaram todo o desastre e alertam que 2010 pode ser ainda pior.
Publicação: PLoS ONE, novembro de 2010 Idioma: inglês
Cientistas culpam ações humanas por degelo do Ártico
Estudo afirma que não há dúvidas de que as emissões de gases do efeito estufa no século XX foram as responsáveis pelo derretimento massivo no Pólo Norte registrado nas últimas décadas e que tendência é o agravamento da situação
Outros GEEs devem ser combatidos além do CO2, diz NOAA
Estudo da Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA) publicado na revista Nature busca destacar a importância de se limitar também os demais gases do efeito estufa (GEEs), muitos mais potentes que o próprio CO2, para frear o aquecimento global.
Segundo os pesquisadores, a inclusão do metano, do óxido nitroso e de outros GEEs em políticas climáticas reduziria a temperatura média global em 0,5°C até o fim do século. Além disso, por terem uma vida mais curta na atmosfera, o controle desses gases levaria a resultados mais velozes.
Idioma: inglês Publicação: Nature, 04 de agosto de 2011
Desgaste espacialmente heterogêneo de geleiras do Himalaia
Relatório da Universidade de Nagoya, intitulado Spatially heterogeneous wastage of Himalayan glaciers (Desgaste espacialmente heterogêneo de geleiras do Himalaia) descreve as mudanças de volume em três geleiras – Yala, AX010 e Rikha Samba – da maior cordilheira do mundo, baseado em observações feitas desde a década de 70.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences of the United Stated of America, 01 de agosto de 2011 Idioma: inglês
Estudo prevê queda cada vez mais acentuada nas populações de ursos polares
As populações de urso polar devem ser negativamente afetadas pelas mudanças climáticas, mas quando e como isto acontecerá continua sendo um mistério para a ciência. Este novo estudo, publicado na revista Biological Conservation, explora exatamente como as modelagens podem ser utilizadas para prever as respostas das populações de urso polar às mudanças do clima, sugerindo o desenvolvimento de modelos mecanicistas focados nas estimativas de reprodução e sobrevivência em função do ambiente.
Publicação: Biological Conservation, maio de 2010 Idioma: inglês
Um estudo que levou mais de 15 anos para ser elaborado pela Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) registrou que os 700 metros mais próximos à superfície dos oceanos ficaram mais quentes no intervalo entre 1993 e 2003 e que continuam a aquecer.
Os cientistas afirmam que essa informação é muito relevante, pois a temperatura oceânica é mais consistente ao passar do tempo que a do ar. Assim, esse dado é mais um alerta para que o aquecimento global é real.
O estudo, publicado na Nature, é um dos mais completos já feitos sobre a temperatura dos oceanos e contou com contribuições da NASA, Met Office, Universidade de Hamburgo e Instituto Meteorológico do Japão.
Outro alerta que os cientistas fazem é sobre o aumento do nível dos mares, uma vez que o aquecimento acarreta na expansão da água.
Publicação: Nature, março de 2010 Autor: John M. Lyman, Simon A. Good, Viktor V. Gouretski, Masayoshi Ishii, Gregory C. Johnson, Matthew D. Palmer, Doug M. Smith & Josh K. Willis Idioma: inglês
Estudo alerta para perda da diversidade das plantas devido ao aquecimento global
Realizado por pesquisadores das Universidades de Bonn, Göttingen e Yale, o estudo investigou o número de espécies encontradas em diferentes regiões sob as atuais condições climáticas e em seguida projetou como essas espécies reagiriam em 18 cenários diferentes de mudanças climáticas para o ano de 2100.
Publicação: Proceedings of the Royal Society, março 2010 Autor: Jan Henning Sommer Idioma: inglês Leia o artigo
Lançamento extensivo de metano na atmosfera proveniente dos sedimentos na East Siberian Arctic Shelf
Este estudo publicado na revista Science demonstra que a taxa de vazamento do metano, potente gás do efeito estufa, do leito marinho ártico está se mostrando muito mais rápida do que se pensava.
Cientistas da Rússia, Estados Unidos e Suécia descobriram que cerca de 8 milhões de toneladas de metano escapam do raso leito da placa leste siberiana a cada ano. O fato mais preocupante é que a pesquisa acaba com a crença que o permafrost (solo congelado) submarino é uma capa impermeável que evita a liberação do metano.
Autores: Natalia Shakhova,1,2,*,{dagger} Igor Semiletov,1,2,* Anatoly Salyuk,2 Vladimir Yusupov,2 Denis Kosmach,2 Örjan Gustafsson3
Publicação: 1 International Arctic Research Centre, University of Alaska, Fairbanks, AK 99709, USA. 2 Russian Academy of Sciences, Far Eastern Branch, Pacific Oceanological Institute, Vladivostok 690041, Russia. 3 Stockholm University, Bert Bolin Centre for Climate Research and Department of Applied Environmental Science, Stockholm S-10691, Sweden.
Pesquisadores descobriram, em Omã, que uma rocha magmática chamada peridotito absorve o dióxido de carbono (CO2) ao entrar em contato com este gás, sendo então convertido em minerais como a calcita. Esta rocha é a mais comum do manto terrestre, camada encontrada logo abaixo da crosta, e pode aparecer na superfície, especialmente na região de Omã.
O Geólogo Peter Kelemen e o Geoquímico Juerg Matter do Observatório da Terra Lamont-Doherty na Universidade de Columbia (Nova Iorque, EUA) afirmam que esta absorção natural pode ser estimulada um milhão de vezes. De acordo com os cientistas, os minerais subterrâneos podem estocar permanentemente dois bilhões ou mais das 30 bilhões de toneladas de CO2 emitidas pela atividade humana a cada ano.
O processo utilizado por eles envolve a escavação da rocha e a injeção de água quente contendo CO2 pressurizado, entretanto mais pesquisas precisam ser feitas para que a tecnologia atinja escala comercial.
O estudo será publicado na edição de 11 de novembro do periódico ‘Proceedings of the Natural Academy of Sciences’.
Fertilzação dos oceanos pode prejudicar espécies
Grupo de cientistas confirmaram que adicionar ferro a água do mar aumenta a produção de ácido domóico pelo plâncton do gênero Pseudonitzschia. Este ácido é uma neurotoxina e se acumula em frutos do mar, como ostras, mariscos, siris e lagostas e até em vísceras de peixes, podendo afetar aves e mamíferos. Em humanos causa uma doença chamada ASP (Amnesic Shellfish Poisoning) com distúrbios gastrointestinais, como diarréia, vômitos e dores abdominais, até a dor de cabeça, com alterações no sistema nervoso.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences USA Autor: Charles Trick Idioma: inglês Leia o artigo
Emissões de CO2 estao causando a acidificação dos oceanos em taxas recordes
A mudança da química dos oceanos está acontecendo em uma velocidade recorde afirma o estudo “A National Strategy to Meet the Challenges of a Changing Ocean”. As conseqüências disso podem ser devastadoras para todo o ecossistema marinho. Publicada pelo National Research Council, a pesquisa recomenda ações imediatas para minimizar os efeitos da acidificação.
Publicação: National Research Council, 2010 Idioma: inglês
Derretimento dos Alpes suíços tem causas naturais e antrópicas
Trinta novos registros com 100 anos de idade abrangendo balanço de massa, acumulação e derretimento de geleiras nos Alpes suíços indicam fatores naturais e antrópicos no degelo do último século.
Este estudo demonstra que a perda de massa é evidente ao longo século 20 para todas as geleiras, mas que as taxas diferenciam grandemente, com variações decadais importantes e especialmente rápidas nas décadas de 1940 e 1980.
A variabilidade oceânica no Atlântico Norte, chamada de Oscilação Multidecadal do Atlântico, apresenta um impacto “reconhecível” sobre as mudanças na massa das geleiras nos Alpes Suíços por pelo menos 250 anos, concluem os pesquisadores.
As séries temporais utilizadas no estudo são baseadas em uma variedade de dados de campo e
modelagens, oferecendo um panorama da conexão entre o clima e as
geleiras.
Autores: Huss, M., R. Hock, A. Bauder, and M. Funk Publicação: Geophysical Research Letters, Vol. 37, 2010 Idioma: ingles