Padrões regionais e causas do recente declínio das geleiras nas Montanhas Rochosas
As Montanhas Rochosas da América do Norte perderam quantidades significativas de sua cobertura de neve desde 1980, e as mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas são vistas como parcialmente responsáveis, indicam pesquisadores.
Publicação: Geophysical Research Letters, maio de 2013 Idioma: inglês
A pesquisa indica que o nível do mar deve subir entre 16,5 e 69 centímetros até o final do século, sendo que, dessa variação, entre 3,5 e 36,8 centímetros devem vir do derretimento de geleiras e entre 13 e 32 centímetros devem ser provenientes da expansão da água do mar.
Quantificando o consenso sobre o aquecimento global antropogênico na literatura científica
Este levantamento com quase 12 mil artigos científicos aponta que o consenso sobre a responsabilidade das atividades humanas no aquecimento global é muito maior do que se pensa.
Publicação: Environmental Research Letters, maio de 2013 Idioma: inglês
NASA: mudanças climáticas aumentarão chuvas intensas e secas
Segundo o relatório da agência, as mudanças climáticas irão aumentar as chuvas de maior intensidade em certas regiões do planeta, enquanto que em outras são as secas que se tornarão mais intensas. O documento aponta que as chuvas tenderão a aumentar nos trópicos, e as regiões temperadas devem vivenciar secas mais severas.
Embora outros estudos anteriores já indicassem a relação entre as mudanças climáticas e os eventos extremos, a pesquisa da NASA é a primeira a mostrar como as emissões de dióxido de carbono afetam os diferentes padrões de precipitação existentes, das regiões mais secas àquelas que vivenciam tempestades torrenciais.
Publicação: Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, a NASA - Geophysical Research Letters, maio de 2013
Variabilidade da temperatura em escala continental durante os últimos dois milênios
Um grupo formado por 78 pesquisadores de 24 países reconstruiu as temperaturas globais dos últimos dois milênios e afirmou que um aquecimento começou no século XIX causado pelas atividades humanas.
Publicação: Nature Geoscience, abril de 2013 Idioma: inglês
Sinais climáticos distintos em novas avaliações sobre o calor nos oceanos
Algumas pesquisas recentes indicam que o aquecimento global estaria reduzindo seu ritmo nos últimos 15 anos e entrando em um equilíbrio, o que constantemente é usado pelos céticos climáticos para ‘aliviar’ a situação das mudanças climáticas. Mas um novo estudo aponta que, na verdade, o fenômeno não está diminuindo seu ritmo, mas sim acelerando.
A análise mostra que a falsa impressão de que o aquecimento global estaria reduzindo é devido ao fato de que a maioria das pesquisas leva em consideração o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera, sendo que a maior parte do aquecimento – cerca de 90% – ocorre nos oceanos.
Publicação: Geophysical Research Letters, março de 2013 Idioma: inglês
Mudanças climáticas beneficiam multiplicação de corais moles, prejudicando a vida marinha
Um novo estudo publicado neste domingo (24) no periódico Nature Climate Change revela
que as mudanças climáticas podem fazer com que os chamados recifes de
corais construtores percam espaço para os recifes de corais moles, o que
pode prejudicar milhares de espécies marinhas.
Extremos climáticos provocados pelo aprisionamento de ondas gigantes na atmosfera
A pesquisa revela que eventos climáticos extremos são causados por distúrbios nos padrões de fluxos atmosféricos, o que pode ser uma evidência de que esses fenômenos tem um fator comum, as mudanças climáticas.
Publicação: Instituto Potsdam para Pesquisas de Impacto Climático (PIK), fevereiro de 2013 Idioma: inglês
Refúgio temporário para os recifes de coral em um mundo em aquecimento
O estudo afirmou que já em 2045 a elevação das temperaturas dos oceanos será suficiente para causar pelo menos um evento anual de branqueamento em até 74% dos corais mundiais.
Publicação: Nature Climate Change, fevereiro de 2013 Idioma: inglês
Estimativas do CryoSat-2 para a espessura e volume de gelo marinho no ártico
Utilizando dados dos satélites CryoSat-2, da Agência Espacial Europeia, para os anos de 2010 a 2012, e do ICESat, da NASA, de 2003 a 2008, cientistas afirmaram que o volume de gelo no Ártico caiu, entre 2003 e 2012, 36% no outono e 9% no inverno.
Publicação: União Geofísica Americana, fevereiro de 2013 Idioma: inglês
Concreções revelam 500 mil anos de história do permafrost siberiano
O estudo revelou que apesar de os pesquisadores estabelecerem uma meta de 2ºC para evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, uma elevação nas temperaturas de 1,5ºC já pode desencadear o derretimento do permafrost (solo congelado) da Sibéria, liberando milhões de toneladas de carbono para a atmosfera.
Publicação: Universidade de Oxford , fevereiro de 2013 Idioma: inglês
Estado atual das geleiras nos Andes tropicais: uma perspectiva multi-secular sobre a evolução dos glaciares e das mudanças climáticas
Um novo estudo, o mais abrangente já publicado considerando os Andes tropicais, mostra que a taxa de degelo na região é mais acelerada do que a média global, colocando em sério risco fontes de água para a população de cidades como La Paz, na Bolívia.
Efeitos persistentes da severa seca no dossel da floresta Amazônica
Estudo liderado pela NASA afirma que a floresta está sofrendo com a escassez de chuvas e que já é possível visualizar alterações na região em imagens de satélite que podem indicar uma transformação do ecossistema em longo prazo.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences, janeiro de 2013 Idioma: inglês Veja o estudo Leia a reportagem (em português)
Origens neogênicas e tolerância ao aquecimento de espécies de árvore da Amazônia
O estudo afirma que as espécies que formam a floresta amazônica são muito mais antigas do que se pensava e, por isso, já teriam atravessado e sobrevivido períodos climáticos extremos.
O trabalho aponta que há registros fósseis de árvores ainda existentes que chegam a 15 milhões de anos, sendo que a maioria das espécies da Amazônia estaria na faixa dos 2,6 milhões a 5,6 milhões de anos. Isso é acima da idade estimada anteriormente, que afirmava que as espécies não superavam os dois milhões de anos.
Publicação: Ecology and Evolution, janeiro de 2013 Idioma: inglês
Estimativas probabilísticas do custo para mitigação das mudanças climáticas
Há anos, cientistas climáticos consideram essencial que o aumento das temperaturas no planeta não ultrapasse 2ºC para evitar as piores consequências do aquecimento global. Porém, eles não têm conseguido convencer governos a transformar essa preocupação em ações.
Um novo estudo do Instituto Internacional para Análises de Sistemas Aplicados (IIASA, em inglês), publicado no início de janeiro no periódico Nature, avaliou a probabilidade de alcançar esta meta e qual o custo de mitigação das mudanças climáticas.
Publicação: Nature, janeiro de 2013 Idioma: inglês
Base genômica para a resiliência dos corais às mudanças climáticas
Aproveitando avanços recentes nas tecnologias de sequenciamento de DNA, pesquisadores descobriram um padrão de atividade genética em corais que sobrevivem a temperaturas mais altas, despertando esperanças de resistência ao aquecimento global.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences, janeiro de 2013 Idioma: inglês
Aquecimento Global: um Registro Independente dos Últimos 130 Anos
Realizado por uma equipe de pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e das universidades da Carolina do Sul, Colorado e de Berna, na Suíça, o trabalho analisou dados coletados em núcleos de gelo, corais antigos, cavernas e camadas de sedimentos em lagos e oceanos e chegou à conclusão de que o mesmo aquecimento apontado pelas medições é também vislumbrado na natureza.
Previsões do IPCC de 1990 se confirmaram, afirma análise
Um grupo internacional de cientistas comparou as estimativas que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas projetou em seu relatório de 20 anos atrás com dados atuais e constatou que índice de acertos é notável.
Publicação: Nature Climate Change, dezembro de 2012 Idioma: inglês
A liberação de gases do efeito estufa neste ano deve chegar a 35,6 bilhões de toneladas, 56% a mais do que em 1990, colocando o planeta a caminho de um aquecimento de até 6ºC, estimam pesquisadores.
Publicação: Global Carbon Project, dezembro de 2012 Idioma: inglês
Previsões mais graves sobre o aquecimento global provavelmente são as mais corretas
Uma análise realizada pelo Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos (NCAR), afirma que, infelizmente, as previsões mais severas seriam as mais próximas da realidade.
Publicação: Science, novembro de 2012 Idioma: inglês
Alteração no padrão de ventos explicaria expansão da camada de gelo marinho da Antártida
Em um mundo sob o efeito do aquecimento global, seria esperado que as calotas polares derretessem, agravando o problema do aumento dos níveis dos oceanos. Apesar de isso ser verdade no Ártico, que registra uma taxa crescente e alarmante de degelo, o mesmo não é observado na Antártida, que apresenta nas últimas décadas uma expansão de sua camada de gelo marinho.
Esta expansão tem sido utilizada por céticos climáticos como uma prova de que o aquecimento global não existe e até justificaria, para alguns, a teoria de que o mundo estaria se resfriando e não aquecendo.
Uma pesquisa publicada no periódico Nature Geoscience afirma ter resolvido a questão e aponta que o aumento na camada de gelo na Antártida é justamente resultado das mudanças climáticas.
Publicação: Nature Geoscience, novembro de 2012 Idioma: inglês
Sequestro futuro de CO2 pelas plantas é superestimado
A pesquisa, que levou 13 anos para ser concluída, afirma que os modelos climáticos atuais são muito otimistas com relação ao potencial das plantas como absorvedoras de dióxido de carbono.
Publicação: Nature Climate Change, outubro de 2012 Idioma: inglês
Pesquisa afirma que peixes ficarão menores por causa do aquecimento global
Esta análise indica que as alterações provocadas pelo aquecimento global nos oceanos poderão diminuir o tamanho dos peixes em 14-24% até 2050.
Segundo o estudo, a redução será causada pela escassez de oxigênio na água, já que águas mais quentes armazenam menos oxigênio, que é vital para o crescimento dos peixes.
Publicação: Nature Climate Change, outubro de 2012 Idioma: inglês
Maior cético climático se converte depois de estudo
Pesquisa conduzida por Richard Muller, grande crítico das mudanças climáticas, afirma que a temperatura do planeta subiu 1,5°C nos últimos 250 anos e altera completamente a postura do cientista com relação ao aquecimento global.
O estudo ainda não foi publicado em um periódico cientifico, ou seja, não foi avaliado por outros pesquisadores. Porém, pode ser acessado gratuitamente no portal do projeto.
Seca entre 2000 e 2004 foi a pior em 800 anos e deverá ser frequente nos EUA
Um estudo mostrou que a seca do Oeste da América do Norte entre 2000 e 2004 foi a pior dos últimos 800 anos. A situação tende a ser normal neste século.
Publicação: Nature Geoscience, julho de 2012 Idioma: inglês
Análise estatística demonstra que ondas de calor por todo o planeta ficaram pelo menos 50% mais comuns graças ao aquecimento global e leva cientista a afirmar que previsões passadas foram muito otimistas
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences , agosto de 2012 Idioma: inglês
Cientistas contestam teoria sobre tendência de degelo na Groenlândia
Pesquisadores da Universidade de Copenhague em colaboração com um grupo internacional de cientistas utilizaram fotos aéreas desde a década de 1980 para produzir modelos digitais dos episódios recentes de redução na espessura de gelo no noroeste da Groenlândia. Ao analisar esses modelos, concluíram que apesar do degelo recentemente observado na região ser substancial, ainda não é possível afirmar que o gelo vai desaparecer completamente no futuro.
CO2 absorvido pelos sistemas terrestres dobrou em 50 anos
Neste estudo, publicado na revista Nature, pesquisadores juntaram mensurações atmosféricas de CO2, inventários de emissões e uma série de incertezas para calcular as mudanças nas fontes e reservatórios globais de CO2 durante os últimos 50 anos.
"Nossas análises mostram que a captura líquida global de carbono dobrou, de 2.4 ± 0.8 para 5.0 ± 0.9 bilhões de toneladas por ano entre 1960 e 2010. Portanto, é muito improvável que tanto os reservatórios na terra quanto no oceano tenham declinado em escala global", afirmaram os cientistas.
Baleias-jubarte atrasam migração devido às mudanças climáticas na Antártica
As baleias-jubarte estão adiando a sua migração da Antártica, onde se alimentam de krill, ficando mais tempo devido a amplitude menor do gelo marinho, uma possível conseqüência das mudanças climáticas, relatou este estudo.
Publicação: Endangered Species Research, julho de 2012 Idioma: inglês
Surto de bactéria no norte da Europa se deve a aquecimento do oceano
As mudanças climáticas causadas pelo homem são as principais causadoras do inesperado surgimento no norte da Europa de um grupo de bactérias que podem causar gastroenterite, mostra uma nova pesquisa de um grupo de especialistas internacionais.
Publicação: Nature Climate Change, julho de 2012 Idioma: inglês
A brecha de uma gigatonelada nos inventários de dióxido de carbono da China
Pesquisadores chineses, britânicos e norte-americanos, liderados por Dabo Guan, da Universidade de Leeds, afirmaram que, devido a um erro na avaliação das emissões do setor de energia, os números das emissões chinesas podem estar omitindo 1,4 billhão de toneladas de CO2.
Publicação: Nature Climate Change, junho de 2012 Idioma: inglês
Uma nova pesquisa, publicada no periódico Environmental Research Letters sugere que as emissões antropogênicas geradas antes desse período ainda estão tendo efeitos no clima atual. A descoberta indica os possíveis impactos que a atual taxa de emissões pode ter em nosso clima agora – e que podem se estender para o futuro.
Publicação: Instituição Carnegie para Ciência e do Instituto Max Planck de Meteorologia, julho de 2012 Idioma: inglês Leia o estudo (inglês)
Liberação de metano antigo no Ártico pode acelerar aquecimento global
O estudo revela que fontes de metano antigo foram encontradas na região ártica, e que estas fontes estão liberando grandes quantidades do gás na atmosfera. O resultado disso pode gerar uma contribuição para o aquecimento global, e acelerar ainda mais o aparecimento dos efeitos das mudanças climáticas.
Publicação: Nature Geoscience, maio de 2012 Idioma: inglês
Mudanças climáticas estão acelerando ciclos das plantas
Pesquisa analisou 1.634 espécies em quatro continente e concluiu que a floração de algumas plantas está 8,5 vezes mais rápida e o crescimento de folhas quatro vezes mais veloz do que estudos anteriores previram como consequências do aumento da temperatura média do planeta.
Geleiras do Himalaia podem estar aumentando, e não derretendo
Análises feitas na cordilheira de Karakoram, que não faz parte do Himalaia mas muitas vezes é considerada como tal, revelou que essa cadeia está ganhando gelo.
Publicação: Nature Geoscience, abril de 2012 Idioma: inglês
Desmatamento tropical é responsável por 10% das emissões globais
Uma nova análise publicada recentemente no periódico Science revela que as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) provenientes do desmatamento tropical são menores do que se pensava. De acordo com o estudo, essas emissões representam cerca de 10% da liberação total de carbono, e não entre 20% e 30% como afirmavam pesquisas anteriores.
Publicação: Banco Mundial, Winrock International, Applied GeoSolutions, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e Universidade da Califórnia.
Análise comparativa de novo estudo da Universidade da Califórnia revela que nos últimos 135 anos temperatura do mar aumentou 0,33°C em média e 0,59°C na superfície, oferecendo novas informações sobre a elevação do nível do mar
Publicação: Nature Climate Change, abril de 2012 Idioma: inglês
Estudo indica que CO2 levou a fim da última Era do Gelo
Cientistas dos EUA, Reino Unido e Itália sugerem que, ao contrário do que apontavam pesquisas anteriores, foi o aumento nas emissões de dióxido de carbono que conduziu ao final do último período glacial, há cerca de 11 mil anos.
Pesquisadores postaram online informações sobre os estoques de carbono nas florestas tropicais globais através de uma plataforma ArcGis, desenvolvida pela empresa Esri.
Os dados, baseados em mensurações de campo e dos sensores LiDAR e MoDIS da NASA, revelam a biomassa das florestas tropicais com uma resolução de 500 metros, a mais alta já publicada em escala global.
Pesquisa revela que degelo causa desaparecimento de espécies
Esta análise realizada em 103 locais alimentados pelas geleiras dos Andes equatorianos, Alpes europeus e montanhas costeiras do Alaska, indica que espécies que vivem nos rios e demais fluxos hídricos que correm do degelo podem começar a desaparecer quando metade da cobertura de gelo sumir.
Publicação: Nature Climate Change, março de 2012 Idioma: inglês
Pesquisadores desvendam correntes antárticas e destacam sua importância para o clima
Cientistas norte-americanos enfatizam a existência de uma ressurgência em torno do continente antártico, que pode ter efeitos significativos e impactos adversos em caso de mudanças climáticas.
Publicação: fevereiro de 2012, Revista Nature Geoscience Idioma: inglês
No último ano, o Ártico, que está esquentando mais rapidamente do que qualquer lugar na Terra devido às mudanças climáticas globais, experimentou seus doze meses mais quentes. De acordo com dados recentes da NASA, as temperaturas árticas médias em 2011 ficaram 2,28 graus Celsius acima das registradas de 1951 a 1980.
Publicação: Nature Climate Change, fevereiro de 2012 Idioma: inglês
Riqueza de espécies de plantas e a multifuncionalidade dos ecossistemas em áreas secas
“Plant Species Richness and Ecosystem Multifunctionality in Global Drylands” é resultado do trabalho de mais de 50 cientistas de 14 países que analisaram ecossistemas de todos os continentes e concluíram que a diversidade das espécies de plantas é fundamental para evitar a desertificação e as piores consequências das mudanças climáticas. Pela primeira vez um estudo comprova que quanto mais diverso é um ecossistema mais ele é resistente aos efeitos negativos do aquecimento global e à desertificação.
Publicação: Revista Science, janeiro de 2012 Idioma: inglês
Efeitos das mudanças do clima podem estar sendo subestimados, desencadeando extinções massivas
Utilizando modelagens climáticas novas, os cientistas alegam que as atuais modelagens não levam em conta aspectos essenciais para a compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre os animais, como interações entre espécies e variações interespecíficas na dispersão.
Publicação: Proceedings of the Royal Society: Biological Sciences, janeiro de 2012 Idioma: inglês
Projeções de quando a mudança de temperatura será superior a 2 ° C acima dos níveis pré-industriais
O estudo revela que o controle da emissão de dióxido de carbono não só ajudaria a diminuir os impactos das mudanças climáticas, mas também adiaria as consequências do fenômeno.
Segundo o estudo, que também comparou diferentes cenários de emissões, em panoramas com mais liberação de carbono, o limite de temperatura de dois graus Celsius deve ultrapassado até 2060. Já em um cenário com menor nível de emissões, esse limite poderá ser atingido ou ultrapassado muitas décadas depois.
A pesquisa ressalta que em algumas regiões como a Eurásia, o Norte da África e o Canadá, o limite de dois graus poderá ser atingido até 2040 se as emissões continuarem a aumentar, afetando a vida das milhões de pessoas que vivem nessas áreas.
Publicação: Nature, outubro de 2011 Idioma: inglês Veja a pesquisa
Aumento de CO2 nos oceanos pode ameaçar cardumes
Dois estudos indicam que grandes concentrações de CO2, que aumentam a acidificação nos mares, prejudicam a taxa de crescimento e elevam a mortalidade dos alevinos, podendo por em risco algumas espécies de peixes.
Publicação: Revista Nature, dezembro de 2011 Idioma: inglês
Leia a reportagem (em português) e veja os artigos clicando aqui
Conflitos civis podem estar ligados a ciclos climáticos
De acordo com pesquisadores da Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, nos EUA, o calor e a seca causados pelo El Niño podem sim influenciar no surgimento de guerras e conflitos civis.
Vias de emissões consistentes com um limite global de temperatura de 28 graus C
O estudo afirma que ainda há tempo para manter o aumento da temperatura mundial abaixo do limite de 2°C adotado pela comunidade internacional, mas que para isso é necessário reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) rapidamente.
Nesta pesquisa, foram analisados dois cenários de emissões de dióxido de carbono, e os cientistas descobriram que para aumentar as chances de manter o aumento de temperatura dentro do desejável, seria necessário que o pico de emissões se desse na próxima década e que até 2020 o nível médio de emissões diminuísse para 44 gigatoneladas anuais de CO2 equivalente.
Conforme a definição de taxonomistas, as espécies apresentam subgrupos, chamados de linhagens, que apesar de possuírem as mesmas características fundamentais são dotadas de particularidades genéticas desenvolvidas para viverem melhor em um determinado habitat.
Pesquisadores agora alertam que muitas dessas linhagens correm o risco de desaparecer por causa das mudanças climáticas. Segundo o estudo “Cryptic biodiversity loss linked to global climate change”, publicado na edição especial da revista Nature sobre mudanças climáticas, 79% das linhagens avaliadas – que os cientistas batizaram de evolutionary significant units (ESUs) – estarão extintas até 2080 se a humanidade continuar no padrão atual de emissões.
Publicação: agosto de 2011 Idioma: inglês Leia a reportagem (em português) sobre o artigo
Anthropogenic and natural warming inferred from changes in Earth´s energy balance
Pesquisadores afirmam ter conseguido separar os diferentes fatores que resultam nas mudanças climáticas e acreditam que 74% das transformações no clima são consequência da ação direta da humanidade.
Publicação: Revista Science, novembro de 2011 Idioma: inglês
Intitulado “Rapid Range Shifts of Species Associated with High Levels of Climate Warming” (algo como “Migrações rápidas das espécies associadas com grandes níveis de aquecimento do clima”) este estudo afirma que as espécies estão respondendo às mudanças climáticas de uma forma muito mais veloz do que a prevista, se movendo para locais mais altos e frios a uma taxa de 20 centímetros por hora.
Publicação: Revista Science, agosto de 2011 Idioma: inglês
Estudo alerta para os riscos dos incêndios na tundra
As queimadas nas florestas tropicais são um grande problema ambiental e climático, por isso aparecem com frequência nos noticiários. Porém, talvez ainda mais importantes para acelerar o aquecimento global, os incêndios nas regiões de tundra costumam passar despercebidos.
Um estudo publicado pela Universidade da Flórida pode ajudar a mudar esse cenário, ao revelar a imensa quantidade de gases do efeito estufa que foi liberada para a atmosfera apenas por um incêndio em 2007 no Alasca.
Estudos relacionam enchentes com o aquecimento global
Artigos na revista Nature afirmam que as chuvas ficaram mais intensas no fim do século XX devido às mudanças climáticas e que nunca antes a ciência esteve tão perto de comprovar os efeitos do "fator homem" no clima.
Publicação: Nature, fevereiro de 2011 Idioma: inglês
Corais caribenhos em crise: Estresse termal recorde, branqueamento e mortalidade em 2005
O ano de 2005 foi devastador para os corais, com águas mais quentes do que o normal no Oceano Altântico tropical e no Mar do Caribe causando um dos piores eventos de branqueamento já registrados. Pesquisadores que monitoraram o evento agora catalogaram todo o desastre e alertam que 2010 pode ser ainda pior.
Publicação: PLoS ONE, novembro de 2010 Idioma: inglês
Cientistas culpam ações humanas por degelo do Ártico
Estudo afirma que não há dúvidas de que as emissões de gases do efeito estufa no século XX foram as responsáveis pelo derretimento massivo no Pólo Norte registrado nas últimas décadas e que tendência é o agravamento da situação
Outros GEEs devem ser combatidos além do CO2, diz NOAA
Estudo da Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA) publicado na revista Nature busca destacar a importância de se limitar também os demais gases do efeito estufa (GEEs), muitos mais potentes que o próprio CO2, para frear o aquecimento global.
Segundo os pesquisadores, a inclusão do metano, do óxido nitroso e de outros GEEs em políticas climáticas reduziria a temperatura média global em 0,5°C até o fim do século. Além disso, por terem uma vida mais curta na atmosfera, o controle desses gases levaria a resultados mais velozes.
Idioma: inglês Publicação: Nature, 04 de agosto de 2011
Desgaste espacialmente heterogêneo de geleiras do Himalaia
Relatório da Universidade de Nagoya, intitulado Spatially heterogeneous wastage of Himalayan glaciers (Desgaste espacialmente heterogêneo de geleiras do Himalaia) descreve as mudanças de volume em três geleiras – Yala, AX010 e Rikha Samba – da maior cordilheira do mundo, baseado em observações feitas desde a década de 70.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences of the United Stated of America, 01 de agosto de 2011 Idioma: inglês
Estudo prevê queda cada vez mais acentuada nas populações de ursos polares
As populações de urso polar devem ser negativamente afetadas pelas mudanças climáticas, mas quando e como isto acontecerá continua sendo um mistério para a ciência. Este novo estudo, publicado na revista Biological Conservation, explora exatamente como as modelagens podem ser utilizadas para prever as respostas das populações de urso polar às mudanças do clima, sugerindo o desenvolvimento de modelos mecanicistas focados nas estimativas de reprodução e sobrevivência em função do ambiente.
Publicação: Biological Conservation, maio de 2010 Idioma: inglês
Um estudo que levou mais de 15 anos para ser elaborado pela Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) registrou que os 700 metros mais próximos à superfície dos oceanos ficaram mais quentes no intervalo entre 1993 e 2003 e que continuam a aquecer.
Os cientistas afirmam que essa informação é muito relevante, pois a temperatura oceânica é mais consistente ao passar do tempo que a do ar. Assim, esse dado é mais um alerta para que o aquecimento global é real.
O estudo, publicado na Nature, é um dos mais completos já feitos sobre a temperatura dos oceanos e contou com contribuições da NASA, Met Office, Universidade de Hamburgo e Instituto Meteorológico do Japão.
Outro alerta que os cientistas fazem é sobre o aumento do nível dos mares, uma vez que o aquecimento acarreta na expansão da água.
Publicação: Nature, março de 2010 Autor: John M. Lyman, Simon A. Good, Viktor V. Gouretski, Masayoshi Ishii, Gregory C. Johnson, Matthew D. Palmer, Doug M. Smith & Josh K. Willis Idioma: inglês
Estudo alerta para perda da diversidade das plantas devido ao aquecimento global
Realizado por pesquisadores das Universidades de Bonn, Göttingen e Yale, o estudo investigou o número de espécies encontradas em diferentes regiões sob as atuais condições climáticas e em seguida projetou como essas espécies reagiriam em 18 cenários diferentes de mudanças climáticas para o ano de 2100.
Publicação: Proceedings of the Royal Society, março 2010 Autor: Jan Henning Sommer Idioma: inglês Leia o artigo
Lançamento extensivo de metano na atmosfera proveniente dos sedimentos na East Siberian Arctic Shelf
Este estudo publicado na revista Science demonstra que a taxa de vazamento do metano, potente gás do efeito estufa, do leito marinho ártico está se mostrando muito mais rápida do que se pensava.
Cientistas da Rússia, Estados Unidos e Suécia descobriram que cerca de 8 milhões de toneladas de metano escapam do raso leito da placa leste siberiana a cada ano. O fato mais preocupante é que a pesquisa acaba com a crença que o permafrost (solo congelado) submarino é uma capa impermeável que evita a liberação do metano.
Autores: Natalia Shakhova,1,2,*,{dagger} Igor Semiletov,1,2,* Anatoly Salyuk,2 Vladimir Yusupov,2 Denis Kosmach,2 Örjan Gustafsson3
Publicação: 1 International Arctic Research Centre, University of Alaska, Fairbanks, AK 99709, USA. 2 Russian Academy of Sciences, Far Eastern Branch, Pacific Oceanological Institute, Vladivostok 690041, Russia. 3 Stockholm University, Bert Bolin Centre for Climate Research and Department of Applied Environmental Science, Stockholm S-10691, Sweden.
Pesquisadores descobriram, em Omã, que uma rocha magmática chamada peridotito absorve o dióxido de carbono (CO2) ao entrar em contato com este gás, sendo então convertido em minerais como a calcita. Esta rocha é a mais comum do manto terrestre, camada encontrada logo abaixo da crosta, e pode aparecer na superfície, especialmente na região de Omã.
O Geólogo Peter Kelemen e o Geoquímico Juerg Matter do Observatório da Terra Lamont-Doherty na Universidade de Columbia (Nova Iorque, EUA) afirmam que esta absorção natural pode ser estimulada um milhão de vezes. De acordo com os cientistas, os minerais subterrâneos podem estocar permanentemente dois bilhões ou mais das 30 bilhões de toneladas de CO2 emitidas pela atividade humana a cada ano.
O processo utilizado por eles envolve a escavação da rocha e a injeção de água quente contendo CO2 pressurizado, entretanto mais pesquisas precisam ser feitas para que a tecnologia atinja escala comercial.
O estudo será publicado na edição de 11 de novembro do periódico ‘Proceedings of the Natural Academy of Sciences’.
Fertilzação dos oceanos pode prejudicar espécies
Grupo de cientistas confirmaram que adicionar ferro a água do mar aumenta a produção de ácido domóico pelo plâncton do gênero Pseudonitzschia. Este ácido é uma neurotoxina e se acumula em frutos do mar, como ostras, mariscos, siris e lagostas e até em vísceras de peixes, podendo afetar aves e mamíferos. Em humanos causa uma doença chamada ASP (Amnesic Shellfish Poisoning) com distúrbios gastrointestinais, como diarréia, vômitos e dores abdominais, até a dor de cabeça, com alterações no sistema nervoso.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences USA Autor: Charles Trick Idioma: inglês Leia o artigo
Emissões de CO2 estao causando a acidificação dos oceanos em taxas recordes
A mudança da química dos oceanos está acontecendo em uma velocidade recorde afirma o estudo “A National Strategy to Meet the Challenges of a Changing Ocean”. As conseqüências disso podem ser devastadoras para todo o ecossistema marinho. Publicada pelo National Research Council, a pesquisa recomenda ações imediatas para minimizar os efeitos da acidificação.
Publicação: National Research Council, 2010 Idioma: inglês
Derretimento dos Alpes suíços tem causas naturais e antrópicas
Trinta novos registros com 100 anos de idade abrangendo balanço de massa, acumulação e derretimento de geleiras nos Alpes suíços indicam fatores naturais e antrópicos no degelo do último século.
Este estudo demonstra que a perda de massa é evidente ao longo século 20 para todas as geleiras, mas que as taxas diferenciam grandemente, com variações decadais importantes e especialmente rápidas nas décadas de 1940 e 1980.
A variabilidade oceânica no Atlântico Norte, chamada de Oscilação Multidecadal do Atlântico, apresenta um impacto “reconhecível” sobre as mudanças na massa das geleiras nos Alpes Suíços por pelo menos 250 anos, concluem os pesquisadores.
As séries temporais utilizadas no estudo são baseadas em uma variedade de dados de campo e
modelagens, oferecendo um panorama da conexão entre o clima e as
geleiras.
Autores: Huss, M., R. Hock, A. Bauder, and M. Funk Publicação: Geophysical Research Letters, Vol. 37, 2010 Idioma: ingles