Estudo aponta eficácia de áreas protegidas da Amazônia
Buscando saber se áreas protegidas estão funcionando como o esperado, pesquisadores avaliaram 474 Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia brasileira e concluíram que quase 99% são sim efetivas.
Publicação: Biological Conservation, abril de 2012 Idioma: inglês
Banco de dados reúne informações sobre espécies arbóreas da floresta pluvial atlântica
Ao relacionar os valores de diversidade de cada fragmento com algumas variáveis ambientais como chuva, umidade, temperatura, altitude e latitude, a autora verificou qual delas estava associada ao aumento ou diminuição da diversidade.
Publicação
Tese:“Padrões de variação de diversidade alfa na floresta pluvial atlântica brasileira” Autora: Roberta Macedo Martins Orientador: Fernando Roberto Martins Unidade: Instituto de Biologia (IB) Financiamento: CNPq
Mudanças no ciclo de carbono dos ecossistemas amazônicos durante a seca de 2010
Fenômeno, que ocorreu em 2010 e reduziu 7% da produção primária líquida de algumas áreas da floresta, liberou mais carbono na atmosfera do que o desmatamento ocorrido na região no mesmo período, ou que as emissões anuais na Índia, demonstrou estudo da NASA.
Estimativa da Biomassa e Carbono em Áreas Restauradas com Plantio de Essências Nativas
Nesse trabalho são apresentados modelos de biomassa florestal e do teor de carbono de espécies nativas amplamente utilizadas em áreas de restauração florestal no Estado de São Paulo. São apresentandos também resultados das primeiras avaliações da quantidade de CO2-equivalente removida da atmosfera pela biomassa aérea de reflorestamentos de áreas degradadas. Para o desenvolvimento do trabalho foram determinados a biomassa e os teores de carbono orgânico para tronco e galhada de seis espécies utilizadas amplamente para fins de restauração no Estado de São Paulo. Também foram testados e selecionados modelos para quantificação de biomassa e carbono orgânico para espécies com diferentes ritmos de crescimento (pioneiras e não-pioneiras).
Ecossistema tropical pode absorver menos dióxido de carbono do que se pensava
O peso da Amazônia na luta contra o aumento do efeito estufa, o aquecimento excessivo do clima da Terra, pode ser menor do que se pensava. Cálculos do fluxo do principal composto atmosférico responsável pelo aumento da temperatura média do planeta, o dióxido de carbono (CO2), revelam que a quantidade desse gás absorvida naturalmente por esse ecossistema tropical é igual ou apenas ligeiramente maior do que a emitida - e não absurdamente maior, como estudos prévios indicaram.
O peso da Amazônia na luta contra o aumento do efeito estufa, o aquecimento excessivo do clima da Terra, pode ser menor do que se pensava. Novos cálculos do fluxo do principal composto atmosférico responsável pelo aumento da temperatura média do planeta, o dióxido de carbono (CO2), revelam que a quantidade desse gás absorvida naturalmente por esse ecossistema tropical é igual ou apenas ligeiramente maior do que a emitida - e não absurdamente maior, como estudos prévios indicaram.
Publicação: Revista Pesquisa Fapesp, fevereiro de 2002 Idioma: português
Negociando água por carbono através do seqüestro biológico de carbono
Este artigo trata das estratégias de seqüestro de carbono através do plantio de árvores que não consideram integralmente as conseqüencias ambientais. Combinando pesquisas de campo, síntese de mais de 600 observações e modelagens econômicas e climáticas, os autores demonstram perdas substanciais nos cursos d"água e aumento da salinização e acidicação do solo provenientes de atividades de aflorestamento (criação florestas).
Publicação: Revista Science, dezembro de 2005 Idioma: Inglês
Floresta nativa havaiana conserva água em relação a plantações
Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que plantações de espécies exóticas no Havaí usam duas vezes mais água para crescer do que florestas nativas. As plantações exóticas estudadas continham Euclyptus e Fraxinus uhdei.
Publicação: Ecological Applications, setembro de 2009 Idioma: inglês Leia o artigo (exige assinatura) ou leia o resumo
Estoques ecossistêmicos de carbono influenciados pela prática de plantio: implicações para o plantio de florestas como uma medida de mitigação das mudanças climáticas
Pesquisadores da Universidade de Oklahoma e da Universidade de Fudan, em Xangai, concluíram que o reflorestamento e o aflorestamento (criação de novas florestas) na realidade não contribuem para a absorção de carbono.
Os estoques de carbono em todo o ecossistema deveriam ser levadas em conta, não apenas as árvores, alegam os cientistas. Como exemplo eles citam a perda de até 80% na capacidade dos solos de degradar o metano, cerca de 21 vezes mais potente que o CO2 em relação ao aquecimento global, em plantações quando comparadas com florestas naturais.
Publicação: PLoS ONE, maio de 2010 Idioma: inglês Leia o artigo
Redução global na produtividade primária líquida terrestre induzida pela seca entre 2000 e 2009
Episódios prolongados de seca no hemisfério Sul têm contribuído para a redução da Produção Primária Líquida (PPL), que regula a quantidade de carbono atmosférico absorvido pelas plantas e acumulado na biomassa, alegam cientistas neste artigo.
Estudos anteriores demonstravam que entre 1982 e 1999 o aumento das temperaturas e da radiação solar estava causando um aumento na PPL, porém durante a última década, a mais quente desde o início das medições, as estimativas indicam uma redução de 0,55 petagramas de carbono na PPL.
Secas de grande escala reduziram a PPL regional, contrapondo-se ao aumento da PPL no hemisfério Norte, sugerem os cientistas Maosheng Zhao e Steven W Running do Departamento de Ciência dos Ecossistemas e Conservação da Universidade de Montana, Estados Unidos.
“Um declínio contínuo na PPL não apenas enfraqueceria a absorção terrestre de carbono, mas também intensificaria a futura competição entre a demanda por alimentos e a produção de biocombustíveis”, explicam.
Variabilidade sazonal e interanual do clima e índices vegetacionais ao longo da Amazônia
Este novo estudo examina a resposta da floresta Amazônica a variações nas condições climáticas, oferecendo possíveis explicações sobre a razão pela qual estudos anteriores apresentaram conclusões tão diversas.
O estudo demonstra que áreas relativamente intactas da Floresta Amazônica são bem tolerantes a secas sazonais, ao contrário de outros tipos de vegetação e florestas altamente perturbadas. Além disso, o estudo aponta uma série de mecanismos potenciais de controle sazonal e oscilações interanuais na produtividade da vegetação ao longo da Bacia Amazônica.
Autores: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Universidade da Florida-Gainesville e Woods Hole Research Center Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), edição de 2 de agosto de 2010 Idioma: Inglês Veja o estudo
A incidência de fogo nas Florestas Amazônicas com implicações para o REDD
Ao analisar informações de satélite sobre o desmatamento e incêndios na Amazônia brasileira, os autores demonstram que a ocorrência de incêndios aumentou em 59% da área que passou por reduções nas taxas de desmantamento. As diferenças na frequencia de incêndio entre dois gradientes de uso da terra revelam que um manejo da terra pode reduzir substancialmente a incidência de incêndios em até 69%. Se esta medida não for adotada nos mercanismo de REDD, então o carbono evitado pode ser parcialmente anulado pelo aumento das emissões por incêndios.
Autores: Luiz E. O. C. Aragão (Universidade de Exeter - Reino Unido) e Yosio E. Shimabukuro (INPE) Publicação: Revista Science, 4 de junho de 2010 (Vol. 328, no. 5983, pp. 1275 - 1278. DOI: 10.1126/science.1186925)
Efetividade e conseqüências a longo prazo do seqüestro de dióxido de carbono
Neste artigo o autor apresenta cinco cenários ao longo de 100 mil anos do seqüestro e potencial vazamento de carbono na aplicação das tecnologias de captura e estocagem (CCS).
Autor: Gary Shaffer do Centro Dinamarquês para Ciência do Sistema Terrestre Publicação: Nature Geoscience, junho de 2010 (conteúdo pago) Idioma: inglês
EUA tem maior percentual de desmatamento do planeta
O Estudo afirma que apesar do Brasil ter devastado a maior área, 165 mil quilômetros quadrados, cabe aos norte-americanos o topo do ranking de perda da cobertura florestal, com 6% das matas do país desaparecendo entre 2000 e 2005.
Publicação: Proceedings of the National Academy of Science (PNAS), março de 2010 Autores: Hansen, Matthew C.; Stehman, Stephen V.; and Potapov, Peter Idioma: inglês
Movendo o debate sobre REDD da teoria para a prática: Lições aprendidas com o projeto Ulu Masen
RGGI States Announce Preliminary Release of Auction
Existem concordâncias em relação a muitas questões
elementares do REDD, porém grande parte dos debates acontece no abstrato, com
decisões políticas e metodológicas feitas sem concepção de como estas questões
funcionarão nos países participantes. Este artigo visa quebrar esta tendência e
escolhe como ponto de referência o projeto piloto de Ulu Masen, em Aceh,
Indonésia.
Publicação:
Law Environment and Developent Journal, 2010 Autor: Ross Andrew Clarke Idioma: inglês Leia o artigo
O fim do desmatamento na Amazônia brasileira
Segundo a análise dos autores, o anúncio das metas de redução do desmatamento na Amazônia e a transição de mercado dos setores de soja e gado excluindo desmatadores da Amazônia das cadeias de fornecimento podem acabar com o desmatamento na região, resultando em uma redução entre 2 e 5% das emissões globais de dióxido de carbono.
Os US$ 7 a 18 bilhões adicionais ao orçamento atual brasileiro necessários para isto podem ser provenientes do mecanismo de redução das emissões por desmatamento e degradação, chamado REDD ou por pagamentos para créditos de carbono florestal sob o sistema de cap and trade que está sendo discutido nos Estados Unidos.
Autores: Daniel Nepstad, Britaldo S. Soares-Filho, Frank Merry, André Lima, Paulo Moutinho, John Carter, Maria Bowman, Andrea Cattaneo, Hermann Rodrigues, Stephan Schwartzman, David G. McGrath, Claudia M. Stickler, Ruben Lubowski, Pedro Piris-Cabezas, Sergio Rivero, Ane Alencar, Oriana Almeida, Osvaldo Stella Publicação: Revista Science, dezembro de 2009 Idioma: inglês
Estimativas de custo global da redução das emissões de dióxido de carbono através do desmatamento evitado
Os autores utilizam três modelos econômicos do uso e gerenciamento global da terra para analisar a potencial contribuição das atividades de desmatamento evitado para redução das emissões de gases do efeito estufa.
Autores: Georg Kindermann; Michael Obersteiner*, Brent Sohngen†, Jayant Sathaye,
Kenneth Andrasko, Ewald Rametsteiner, Bernhard Schlamadinger, Sven
Wunder, Robert Beach Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, novembro de 2007. Idioma: inglês
Manejo florestal otimizado com créditos de seqüestro de carbono e risco de incêndio endógeno
Os autores utilizam um modelo dinâmico de maximização de lucro para investigar os efeitos dos créditos de seqüestro florestal de carbono na otimização de práticas de manejo florestal para áreas com risco de incêndio natural.
Autores: Adam J. Daigneault, Mario J. Miranda, e Brent Sohngen Publicação: Land Economics, 2010 Idioma: inglês
Árvores são essenciais para o equilíbrio climático da Terra
Este estudo reforça o fato que as árvores são essenciais para o equilíbrio climático da Terra. Realizado por cientistas do Instituto para Ciências Climáticas e Atmosféricas da Universidade de Leeds, Reino Unido, e do Instituto para Ciências Ambientais e Atmosféricas da Universidade de Frankfurt, Alemanha, o estudo foi publicado no periódico ‘Philosophical Transactions of the Royal Society A’.
Os pesquisadores descobriram que, através da emissão de substâncias naturais chamadas terpenos, as árvores ajudam a formar nuvens de coloração clara, refletindo mais a luz solar e ajudando a esfriar a atmosfera. Os estudos foram realizados em experimentos nas florestas boreais do hemisfério norte. Estes elementos químicos podem dobrar a concentração de nuvens a mil metros de altitude, aumentando em 5% a reflexão dos raios solares para o espaço.