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Um documento lançado nesta quarta-feira (16) durante as negociações climáticas em Bonn, na Alemanha, poderá ajudar países emergentes a darem um passo a mais na aplicação do mecanismo de redução das emissões por desmatamento e degradação florestal, manejo sustentável e aumento dos estoques de carbono (REDD+) em seus territórios.
O relatório, desenvolvido por cientistas do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (CIFOR), tem como objetivo ajudar a determinar os níveis de referência de emissões (RELs) dos países emergentes, para que eles possam medir o quanto seus gases do efeito estufa (GEEs) estão sendo reduzidos, e assim, desenvolverem seus projetos de REDD+.
O texto identifica uma série de métodos e abordagens que aumentam a complexidade e precisão para medição dos GEEs. “Desenvolver RELs pode parecer uma tarefa difícil, mas o que temos que ter em mente é que não temos que atingir um REL sofisticado que leve em conta fatores complexos e específicos de um país de uma só vez. Podemos fazer isso gradualmente”, comentou Louis Verchot, cientista do CIFOR.
O documento divide em três passos a definição dos RELs. O primeiro passo só exige que os países se baseiem em dados de áreas de florestas e estimativas de estoque de carbono que já estão disponíveis. “Embora o primeiro passo da abordagem seja simples e os resultados possam ter um nível alto de incerteza, ele permite que todos os países iniciem as atividades de REL”, explicou Verchot.
O segundo passo faz uso de dados específicos do país, incluindo fatores nacionais de desmatamento, enquanto o terceiro passo utiliza informações espacialmente explícitas sobre os fatores e atividades que causam o desmatamento e a degradação florestal. O último passo é essencial para garantir a “eficiência e integridade ambiental do REDD+” na fase três, quando os países são compensados pelos cortes de emissões mensurados, reportados e verificados.
Verchot observou que as negociações climáticas em Bonn terão que ainda que rever como a precisão do reporte das emissões será verificado, se nacionalmente ou independentemente.
“Até as próximas negociações climáticas da ONU, o Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA) terá que tomar muitas decisões importantes sobre como as reduções de emissões do REDD+ serão medidas e reportadas e quais requerimentos de verificação terão”, afirmou.
“Como pesquisadores, estamos tentando fornecer análises oportunas dos nossos resultados de pesquisa para informar os criadores de políticas e ajudá-los a atingir as decisões. Descobrindo como ir em frente nos RELs, mais um pedaço do quebra-cabeça é adicionado, o que ajudará as nações em desenvolvimento a ir em frente com o REDD+”.